A Cubicle 7 Entertainment lançará em agosto o livro de RPG “Abney Park’s Airship Pirates, baseado nos trabalhos desta banda de Seattle. Num futuro imaginário, a população neo-vtioriana luta contra um governo opressor, enquanto no céu naves piratas travam suas próprias batalhas.
O design do jogo ficou a cargo de Peter Cakebread e Ken Walton, e o volume terá cerca de 300 páginas e será inteiramente colorido.
O jogo deverá custar 49 dólares, e a primeira aventura, “Ruined Empires” está programada para ser lançada junto ao livro básico.
Enquanto nós aguardamos, deixo os senhores com a canção homônima da Abney Park:
Fonte: ICv2
Em meu texto anterior, falei sobre como o que havia de antigo no século XIX é o que mais me atrai. A vida social intensa, os contatos predominantemente pessoais, a ausência de culpa em relação aos prazeres da mesa. Não são exatamente os temas fundamentais do SteamPunk, mas acabei concluindo que a crítica com relação ao mundo atual, visto como resultado dos processos iniciados naquela época, me aproximava do movimento. Em mim, esse banzo de uma época em que meus avós ainda não tinham nascido foi causado pela leitura de livros: Eça, Machado de Assis, Proust, Balzac…
São autores que, embora estupendos, não figurariam numa lista de literatura SteamPunk. Mas, sem o saber, também já tinha entrado na seara Steam, na companhia de Julio Verne, Arthur Conan Doyle, Edgar Allan Poe e até Charles Dickens e Émile Zola. Não por acaso, eles viveram no meio da fervura, testemunhando e participando dos acontecimentos que marcaram a época. Em Machado de Assis e Eça, dos atrasados Brasil e Portugal, esta efervescência passa ao largo. Acho que o mesmo se pode dizer dos autores russos que conheço.
Qualquer um que tenha lido Julio Verne em criança foi SteamPunk sem saber. Quem nunca sonhou em viajar no Nautilus do Capitão Nemo, ou no balão de Phileas Fogg sobre a África? E entrar numa bala de canhão pra Lua? Imaginar proezas fantásticas a partir das tecnologias existentes era o que Verne fazia de melhor, expressando o espírito de uma época em que se achava que tudo era possível. Já Doyle e Poe deixaram, além de excelentes histórias, alentadas descrições sobre como se vivia na e como era a Londres oitocentista, a cidade onde quase tudo aconteceu. Londres até hoje mereceria o título de capital SteamPunk do mundo. Ainda está tudo lá, o fog, os prédios de tijolo vermelho enegrecidos pela fumaça das chaminés, o clima soturno. Até o clube para gentlemen que o Phileas Fogg frequentava deve existir até hoje.
Dickens e Zola acrescentaram uma pimenta de crítica social à coisa. Descreveram realisticamente uma sociedade que o avanço tecnológico e os confortos por ele criados eram um privilégio de poucos, garantido pelo trabalho penoso de muitos. Para ter vapor, era preciso queimar carvão, retirado de minas perigosas e insalubres a um alto custo humano, como vemos em Germinal. Já em A Besta Humana, os personagens são quase todos ferroviários e Zola registra o impacto exercido pelo surgimento das locomotivas a vapor numa França ainda rural.
Também nas indústrias, a produção em grande escala era garantida por homens, mulheres e crianças que trabalhavam literalmente até cair. Em Hard Times, por exemplo, Dickens retrata magistralmente esse lado ruim da Revolução Industrial.
Vê-se que a ambigüidade entre fascínio e crítica com relação aos novos tempos já estava presente na literatura da época. Ao mesmo tempo em que atiçava a imaginação, a tecnologia criava problemas, e nada disso escapou à observação dos escritores. Até mesmo numa lista curtinha como a que vai acima já é possível tal percepção. Sei que omiti muitos autores, mas a lista reflete a estreiteza de minhas leituras, e por isso peço a eventuais leitores a gentileza de citar nos comentários mais livros e autores da época que sejam essenciais a uma biblioteca SteamPunk.
Terry Gilliam vai produzir a animação steampunk 1884
Não deixem de ver o trailer…

Até ler o artigo na Revista Piauí, nunca tinha ouvido falar em SteamPunk. Mas já tinha, por várias vezes, desejado viver nos anos 1800, atraído pelo modo de vida descrito em muitos dos livros ambientados na época. Vivendo em nossa era dos contatos à distância, em que encontros reais com amigos ficam cada vez mais complicados de agendar e os prazeres à mesa são prejudicados pelas neuroses alimentares, eu sempre invejei personagens como os de Machado de Assis e Eça de Queiroz. Ah, levar a vida entre bailes, festas e saraus! Jantares do dia a dia com direito a entrada, um belo assado como prato principal, vinhos, sobremesas, tudo isso arrematado com zero de culpa, mas com muito café, licores, conhaque e charutos…
Vi-me então, motivado a escrever para o Bruno Accioly. No dia eu não saberia explicar por que, mas hoje vejo que o fiz por ter ficado surpreendido ao ver que a quantidade de gente que parecia partilhar comigo este sentimento era suficiente para criar um movimento com nome, sites e até eventos periódicos. Carta – ops – email vai, email vem, acabei topando escrever um artigo.
Antes, cumpria saber mais sobre o assunto. Escarafunchando um pouco os textos e vídeos do site, porém, logo percebi que o Steam do nome do movimento não aludia ao vaporzinho que sai do chá, mas à fumaça expelida pelas máquinas que fizeram do Século XIX uma época de transformações radicais do mundo, para o bem e para o mal. O SteamPunk não era um bando de saudosos como eu, mas pessoas fascinadas com a percepção do que aconteceu, e as coisas que surgiram naquela época, reverberam até hoje em nossas vidas.
Será que eu tinha ficado novamente sozinho, a esperar parceiros para o
E é aí que eu volto a me sentir na companhia dos Steamers, pois o que é minha nostalgia senão o corolário deste desencanto? Portanto, deixo sobre a mesa o chá e os biscoitos, mando afinar a pianola e espero os amigos chegarem para o sarau steam.

Segundo o jornal neozelandês The Dominion Post, Peter Jackson está preparando uma adaptação ao cinema do livro de fantasia e ficção científica Mortal Engines, o primeiro dos quatro volumes conhecidos por Hungry City Chronicles, do autor britânico Philip Reeve.
O jornal ainda aponta o envolvimento no projeto da Weta Workshop, estúdio de Jackson que cuida de designs, prostéticos e objetos de cena (enquanto a empresa-irmã Weta Digital cria os efeitos visuais). Um porta-voz de Jackson confirmou que o projeto está em pauta, mas que mais comentários deverão vir do próprio diretor.
A história se passa num mundo pós-apocalíptico steampunk, devastado por um grande holocausto nuclear conhecido como a Guerra dos 60 Minutos. Os humanos agora sobrevivem através de um sistema de “darwinismo municipal”, em que as cidades são máquinas gigantes que precisam consumir umas às outras para sobreviver.
Ainda não há mais detalhes sobre o projeto. Tudo indica que Jackson apenas comprou os direitos do livro, publicado originalmente em 2001, para adaptá-lo futuramente.
FONTE: Omelete.com.br
A Tecnologia na Literatura Fantástica… do Cyberpunk ao Steampunk
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Se estiverem em BH no dia, sintam-se convidados! Após o bate-papo haverá sessão de autógrafos dos livros Os Dias da Peste (romance de Fabio Fernandes) e Steampunk – Histórias de um Passado Extraordinário (coletânea).
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Dia 12/12 – Bate Papo: Cyberpunk x Steampunk (em Belo Horizonte/MG)
Flávio Medeiros e Fábio Fernandes farão uma conversa a respeito dos dois subgêneros da FC no Café com Letras (www.cafecomletras.com.br) das 10:30h às 13:30h.
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Veja o Flyer:
http://www.tarjaeditorial.com.br/convites/convite_ccl.htm

Para aqueles que não querem deixar de fora do vapor punk nem seus animais de estimação, uma visita a este site será deveras proveitosa: http://www.zazzle.com/steampunk+pet+clothing
Para o seu melhor amigo acompanhá-lo até na Era Vitoriana…
Damas e Cavalheiros,
Foi colocada no ar, na madrugada do dia 18 de Outubro de 2009, a Enciclopédia Brasileira SteamPunk, com o nome de SteamPedia.
Acessível no endereço www.steampedia.com.br, a enciclopédia é uma ferramenta muito semelhante a www.wikipedia.com.br, mas contando com um mecanismo de moderação de verbetes propostos.
Fonte por Bruno Accioly
Continuando o último post, agora com imagens que fazem a fusão tão sugerida entre os exploradores do espaço distante, para os exploradores do sistema solar. Algo que imagino ser uma evolução do Homem a Lua de Verne.



Gostou? Pode-se conferir mais em:
http://www.rabittooth.com/OtherWallpapers.htm
e
http://jornadanasestrelas.com/index.php?pag=noticia&id_noticia=603&id_menu=22
Vida longa e prospera!!!!!