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Sci-Fi

Indicado pelo colaborador Júlio Primo o excelente video abaixo:

Steam Trek

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Não é necessário supor que a ficção cientifica tem os pés na era vitoriana e que o SteamPunk é uma de suas manifestações indiretas. Esta no DNA da ficção cientifica o choque da evolução da ciência e tecnologia com os aspectos morais do ser humano.

Com o universo elegante e fantástico do SteamPunk não é difícil buscar algumas inspirações de terceiros para compor algumas combinações interessantes, ao mesmo tempo que notamos como todo o universo fantástico literário esta conectado.

Não é de hoje que podemos através do google, o oráculo moderno, verificar que existe o SteamPunk Star Wars, aproximando o visual do embate das duas trilogias ao confronto de cavaleiros que permeia o herói vitoriano. É possível se embrenhar ainda mais no “croosover”, não seria difícil imaginar os autômatos de vapor desenvolvendo relações de ação e reação com supostas leis da robótica (para citar Asimov).

Estamos trazendo o futuro para o passado com classe, com vapor e criatividade. Mas poderíamos ir além e propor o citado embate da moral? Um elemento de certo presente em grandes obras da ficção. E que encontra diversos representantes, como o já citado Asimov e o cerne deste artigo, o mundo de Jornada nas Estrelas ou Star Trek.

Como universo amplo, Star Trek não fornece o capa e espada que Guerras nas Estrelas apresenta, mas é composto por uma complexa relação entre a tecnologia, o desconhecido e a moral humana. Imagine como manter sua confiança, evitar o medo do desconhecido e ainda ser honesto com suas convicções diante de novos encontros e dilemas, bem longe do terceiro mundo ao redor do Sol. Poderia estar no explorador SteamPunk no mundo desconhecido do interior do continente africano, da Amazônia ou dos confins das civilizações perdidas.

O comportamento é chave neste universo e novas culturas e desafios promovem diante da série criada em 1966, por Gene Roddenberry, episódios e mais episódios de como encontros, dilemas e culturas podem ferver a nosso motor a vapor.

Existe talvez a proposta de sermos práticos na criação de um Zepelim com engrenagens complexas de Babbage movendo em uma missão de cinco anos pelo Globo ainda desconhecido, teríamos um bravo capitão e sua tripulação. Engenhosidade, embates aéreos que poderiam se inspirar nos cenários do quase esquecido Spelljamer.

Na série original, pelos fãs chamada de TOS, havia ainda um toque fleumático e calculista representado pelo sr. Spock, hoje tão emblemático na cultura quanto Lord Vader. Em sua postura pacifista e lógica se esconde uma habilidade de conter a agressão muitas vezes superior a humana (o toque Vulcano), ainda que continue sempre contida pela mascara fria desprovida da exploração de emoções.

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Não se engane leitor, o primeiro “Spock” do universo vitoriano de certa “forma” pode ser encontrado na figura de outro viajante incansável porem fleumático e matematicamente calculista, nada menos do que o gentleman, Phileas Fogg.

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A descrição acima é modesta, mas se o leitor conhece a obra poderá refletir se Gene Roddenberry não teve entre suas inspirações o inglês de qualidades exóticas, intrépido, cujas emoções não se percebe. O minimo desastre diante do empreendimento nada provoca ele, que continua a repetir suas falas e análises sempre anotadas em seu caderno, uma matriz matemática perfeita de suas condições.

O universo é tão amplo quando o mundo do século XIX, e o paradigma da distopia SteamPunk nos permite criar estas formas inusitadas, promovendo um inglês calculista em um vulcano que se surpreende as reações humanas diante dos desafios.

Eu até mesmo poderia dizer que as inspirações se cruzam um diálogo como que segue abaixo poderia ser transportado para a mesa de whist:

— Sua vez, capitão — avisou Spock.

— Devíamos estar interceptando aquela coisa agora — disse Kirk, pensativo.

— A ponte vai nos avisar…

—… a qualquer minuto — Spock concluiu a frase para ele. — Eu vou dar xeque-mate em seu próximo movimento, senhor.

— Já falei que joga um xadrez muito irritante, senhor Spock?

— Irritante? Ah, sim, uma de suas emoções terrestres, eu suponho.

Obs: Algumas fontes visionárias para novas aventuras:

THE WOLD NEWTON UNIVERSE – CROSSOVER CHRONOLOGY

Jogando Whist

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